Aqui, entre essas montanhas, eu perco minha identidade pessoal. Fico ligada a uma coletividade antepassada e meu sobrenome vira minha descendência. É uma corrente de energia em palavras, uma serie de lembranças despertadas. Eu viro criança de novo. Me sinto a menina dependente. A que corria pelo meio do mato cumprimentando pé de mexerica e comendo pétala de rosa. A que queria mergulhar no rio. Me redescubro pequena e parte de um todo.
É assim por aqui, me olham risonhos e curiosos:
- É a Clauda d’Irani? Mas como está grande! Bitela!
Me sinto pequena, infantil, sorrio tímida quase me escondendo na saia de minha mãe. A sagacidade me some e quero colo.
Entre conversas e trabalhos domésticos, chega a hora do almoço.
- Come mais, menina! Pegou quase nada! Anda!
E eu como, mesmo sem fome, não por gulodice, mas pela saudade de antigos carinhos.
Por Claudia Gomes, sempre! Escrito em Pip-Nuk, terras da minha infãncia. (http://projetopipnuk.blogspot.com/)
É assim por aqui, me olham risonhos e curiosos:
- É a Clauda d’Irani? Mas como está grande! Bitela!
Me sinto pequena, infantil, sorrio tímida quase me escondendo na saia de minha mãe. A sagacidade me some e quero colo.
Entre conversas e trabalhos domésticos, chega a hora do almoço.
- Come mais, menina! Pegou quase nada! Anda!
E eu como, mesmo sem fome, não por gulodice, mas pela saudade de antigos carinhos.
Por Claudia Gomes, sempre! Escrito em Pip-Nuk, terras da minha infãncia. (http://projetopipnuk.blogspot.com/)
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