domingo, 25 de dezembro de 2011

PRA NÃO JOGAR O VERSO FORA*

Pluriaberta e
Impensada,
Inocentemente
Disfarça
Desejo.

Inerte,
Ninguém a percebe,
Intacta.

A toca: a nota a faz
Musica,
Menina,
Meninatriz.

Por um triz
Não é meretriz.

*piada interna (de dentro de mim). É que eu só tinha a primeira estrofe parada há dias. Achei que nunca ia ter uma sequencia. Um amigo me falou: “ah, não vai jogar o verso fora.” Fiquei com isso na cabeça (ele nem lembra mais que me disse!) e dias depois eu terminei o poema só pra não jogar o verso fora.

Por Claudia Gomes, sempre.

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