Para os amigos Rodrigo Manhães e Fabio Fabrício Fabretti

O primeiro pro terceiro - O que você achou da playboy da Barbara Borges?
O segundo pro primeiro - Ela não sabe nem o que é porque ela tem mais o que fazer. Eu só sei por que meu ex fez uma novela com ela.
O primeiro pro segundo - Ah, seu ex.
O terceiro se sentindo excluído - Eu sei quem é!
O primeiro já se desinteressou por efeitos do álcool - Tá, mas o que você acha da playboy da Cléo Pires?
Silêncio.
Só o ele é hétero. Uma mulher e um gay ocupam as outras cadeiras.
Só o ele é hétero. Uma mulher e um gay ocupam as outras cadeiras.
O terceiro tinha pensado que foi bem poético aquelas palavras todas. Mas o cérebro era inconstante, falou de outra revista - Eu gostei da playboy da Marisa Orth, aquela antiga em que ela está enrolada numa cobra.
O segundo concorda - Foi uma das poucas que tive.
O terceiro retorna - Eu achei meia pin up. Aquelas bolhas... A cobra...
Cobra. O segundo pensa em outra coisa.
Na verdade com nojo ou com paixão todos homos pensam alguma coisa da palavra cobra. Num segundo sentido, reforço. Homo sapiens se pensa, é sinal de evolução. Ou não.
O segundo se justifica - Eu tinha quando eu pensava em vida pelada.
O terceiro fica atônito - Vida pelada??
E mais um trago. E mais uma mordida no frango a passarinho.
A vida é crônica e a cerveja embaça as vistas.
O primeiro elogia - É da boa! Geladíssima.
O segundo faz piada - Claro, é Antártica!
E caem na risada!
Por Claudia Gomes, sempre!
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